domingo, 13 de novembro de 2011

E não sobrou nenhum

Vivo em uma época que sou a escória e que vivo entre escórias, todos dizem que não somos os jovens que esperavam, que não existem mais cabeças pensantes como existiram, não entendo o motivo disso, já chegamos ao mundo pressionado, há tempos não existe ninguém tão bom, espera-se alguém para viver com intensidade os novos tempos. Dizem ainda que a tecnologia seja tão avançada que as pessoas só regridem, não há motivos pra protestar nas músicas mais, não existem mais as grandes guerras no ocidente, vivemos numa zona de conforto com o oriente, o Brasil é o país do futuro e parece que de verdade. Mas ainda assim estamos errados e estaremos, pois nem eu nem ninguém dessa época consegue escrever a verdade, ou como dizem até conseguimos escrever, e como gostamos, aliás, nos blogs, e escrevemos muito nos corpos também, e vamos às academias, acho que saúde nós devemos ter, mas parece que não temos isso também, estou de mãos atadas, não sei fazer nada, sou filho da revolução, e não desfruto dela, é a era dos que não tem um motivo especial para se fazer ou para ir, é o tempo que todos queriam, mas que não sabiam como seriam os dias. E mesmo que eu realmente esteja errado, gritar na rua hoje não tem o mesmo sentido que teve. E olha que eu nem acredito que realmente já chegaram os tempos que todos queriam.

domingo, 6 de novembro de 2011

A Crônica

Que calor! Um dia desses fui num lugar onde todos se diziam estudiosos da língua e disseram que isso que eu tento escrever são crônicas, achei um pouco de deboche na exclamação deles para com meus textos e o pior é que nem sabia o que é crônica, acho que piora ainda mais minha situação me levando a acreditar que posso ser até um desses tais novos analfabetos funcionais que o governo colocou nas estatísticas, bom, até que eles tentaram me explicar, mas eu não entendi muito bem, na verdade a única coisa que entendi é que se deve colocar “que calor” sempre que começar uma crônica, não quero colocar que calor, não tenho o que escrever depois de uma afirmação dessas, e não me perguntem por que tem que começar com isso, pois não sei. Só sei que esse tal de Machado de Assis começou uma dessas crônicas assim, Venho escrevendo por algum tempo e não gostaria de mudar o meu jeito de escrever, é um dilema viver essa vida com todos esses problemas estilísticos de um texto, acho que por isso não tenho partido político.

domingo, 30 de outubro de 2011

Vida e um ser que a possui

Talvez a vida seja realmente curta como alguns fazem questão de dizer em plenos pumões inflados, mas eu estava pesando que ela também pode não ser tão curta assim, tem tanta gente reclamando dela, dando tiro na cabeça, que chega a ser cômico quando ouço alguém fala sobre a curta vida da vida. Bem ainda não me decidi se a acho curta ou longa, não quero decidir, quero viver enquanto estiver com disposição e aproveitar o dia como se ouvesse outro pra eu me gabar para as outras pessoas, até porque pessoas adoram se gabar, o quanto o outro não pode fazer o que elas podem ou entender o que entendem. Um dia eu realmente quero me gabar, esquecer que escrevi isso, me gabar pra alguém que seja como eu hoje e fingir que não entendi, bom, na verdade não, não quero.

domingo, 18 de setembro de 2011

O Solitário e o Ânimo

Ele foi a várias guerras, ele não precisou sair de casa para algumas delas, ele se via só, ele tinha vários ali e não comia muito bem por vários dias, e nem sei porquê, se ele se achava tão só, e isso não era bonito e isso não era bom. Ele foi em outras guerras e na maioria perdeu, talvez por estar sozinho, mas não deixava se abater, tinha um ânimo, isso sim era seu companheiro e que companheiro ele tinha arrumado.

domingo, 28 de agosto de 2011

Humor com data de validade.

Meu humor anda estragado, tenho rido de tanta coisa engraçada que quando ouço algo não tão engraçado assim não consigo rir, a comédia tem que se renovar e melhorar para poder fazer meu riso , e eu comparo as coisas e comparar não é bom, mas mesmo assim eu comparo, e todos comparam. Humor estragado é como apetite, quando se come sempre coisas que agradem o paladar logo o gosto bom não vai ser tão bom quanto da primeira vez, e é mais ou menos assim que vejo o humor se não melhorar piora. Bem que a minha empatia pelas pessoas poderia estar estragada.